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Superelástico conduz eletricidade mesmo esticado

Equipe do eScience participa de pesquisa que inova em circuitos eletrônicos flexíveis

 

Uma novidade no campo da física de materiais está chamando a atenção. Um elástico que estica até 30 vezes seu comprimento e que, mesmo assim, mantém condutividade é uma inovação que pode ter aplicações diversas e importantes como para braços robóticos e marca-passos.

A pesquisa foi coordenada pelo físico norte-americano Ray Baughman, do Instituto Nanotech da Universidade do Texas em Dallas e teve participação de cientistas do eScience, através do professor Douglas Galvão, do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) da Unicamp. O pesquisador, que colabora há 20 anos com o instituto de Dallas, participou junto com seu grupo do Laboratório de Sólidos Orgânicos e Novos Materiais.

A ideia foi esticar fibras de borracha e recobri-las com nanotubos de carbono, que são condutores de energia. O receio era de que, de tão esticado, o material não conduzisse eletricidade. Mas deu certo: o fio não perdeu a propriedade.

Foi o terceiro artigo na revista Science sobre essa pesquisa. O grupo do professor Galvão teve dois trabalhos publicados na Nature Communications e outros dois na Scientific Reports, só nesse ano de 2015.

Veja o artigo na íntegra: http://www.sciencemag.org/content/349/6246/400.

 

Mariana Castro Alves é jornalista e bolsista Fapesp para divulgação do CEPID Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais

 

 


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