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Cor da Luz desfaz mitos com diversão

Cor da Luz - O Código das Cores, mostra que fica até dezembro no Museu Exploratório de Ciências da Unicamp, ensina brincando conceitos relacionados à luz e à maneira como vemos as cores.

A exposição, aberta em agosto, já é um grande sucesso. Só no primeiro fim de semana, a mostra teve quase 2 mil visitantes. A expectativa dos organizadores é que 50 mil pessoas visitem o Museu até dezembro. A mostra comemora o Ano Internacional da Luz (2015), proclamado pela ONU.

São 350m2 divididos em dois espaços. Um é dedicado à cor e outro, numa praça subterrânea, tem equipamentos e jogos sobre a luz.

 "A luz é fundamental em tantas áreas como telecomunicação, fibra ótica, medicina, mas a gente só sente falta quando acaba a energia. É um dos efeitos físicos mais interessantes e complicados", explica a curadora Maria Brasil, professora do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), da Unicamp.

"E a cor também, que está relacionada à luz, é pouco estudada na escola e, quando é vista em sala de aula tem muito equívoco, muitos materiais didáticos trazem informações incorretas", chama a atenção.

Sensações - "Um dos mitos é, por exemplo, que uma superfície amarela absorva todas as outras e só reflita o amarelo. Errado. Ela pode estar refletindo também o vermelho", afirma a professora.

"A gente vê porque a cor é uma sensação, uma resposta da nossa visão à luz", explica. Um dos objetivos da exposição é mostrar que as cores são um código do nosso sistema de visão.

Por isso, a mostra conta com várias ilusões de ótica. Os visitantes se surpreendem, mas não saem sem as explicações científicas.

 "O olho transforma o que recebe em sinais para células chamadas cones, que levam a informação em direção ao cérebro. Temos três tipos de cones, que respondem a comprimentos de ondas diferentes", explica a curadora.

Testes de daltonismo, um olho gigante que simula a visão, vídeo http://www.gr.unicamp.br/videos/cor_da_luz_150820.mp4 e outras instalações interativas estão à mão de quem passa pela mostra.

Efeitos - "Com as cores é possível aprender física, biologia, química e arte", diz a física Maria Brasil. Na biologia, cada animal vê de um jeito diferente. Na química, comer um prato colorido é compor nossa alimentação com diversos nutrientes. Na arte, o visitante pode entender a diferença entre as cores impressas no papel e as que vemos no computador. Tudo está lá.

A beleza da exposição chama a atenção. "Nas artes, homenageamos a Alice no País das Maravilhas, que está fazendo 150 anos em 2015", conta Maria Brasil. Uma sala escura, dedicada à personagem de Lewis Carroll, tem desenhos da história que se movimentam conforme a mudança da luz.

Aventuras - A diversão é garantida. O visitante vai se deparar com dezenas de lâmpadas inusitadas – umas que imitam a iluminação de velas naturais e outras que parecem vindas de filmes de ficção científica. Se quiser, pode entrar num corredor e ter de desviar de raios laser, em meio a fumaça, para ganhar o jogo. Qualquer um vai se sentir como um personagem de filmes de aventura.

Para conceber a montagem, a professora passou um tempo na cidade de Leeds, na Inglaterra, estudando cores em um importante e tradicional instituto de design.

Serviço - A exposição funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h.

O contato para escolas ou visitas agendadas deve ser feito pelo telefone (19) 3521-1810 ou pelo e-mail setoreducativo@reitoria.unicamp.br. O Museu Exploratório de Ciências fica na Unicamp, Av. Alan Turing, 1500, Barão Geraldo, Campinas.

"Cor da Luz - O Código das Cores" tem o patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e de três Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids):  eScience, Brainn e OCRC, além de ter apoio da Prefeitura de Campinas e Thorlabs.

(Texto: Mariana Castro Alves é jornalista e bolsista FAPESP para divulgação do CEPID CCES – Centro de Pesquisa em Engenharias e Ciências Computacionais)

 


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