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Big data e futuro da ciência em questão

No II Workshop do eScience, processamento de dados e modelagem lançam promessas de avanços para novas descobertas científicas

Em apenas um minuto na internet, 2 milhões de buscas no Google são feitas, 72 horas de vídeos no YouTube postadas e 1,8 milhões de 'likes' são dados no Facebook, de acordo com o site Olhar Digital.

Com tamanha conectividade e rapidez, uma enorme montanha de informação é arquivada na rede. Conhecer esses dados pode ser fundamental para o estabelecimento de políticas públicas e também para o avanço da ciência a fim de melhorar a vida das pessoas.

Com a função de atender às necessidades contemporâneas, o tema big data e big science entrou em cena no II Workshop do CEPID (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Engenharia e Ciências Computacionais), realizado de 18 a 22 de maio.

A professora titular do Instituto de Computação da Unicamp, Claudia Bauzer Medeiros, apresentou uma série de ações que já estão sendo realizadas ao redor do mundo que trabalham com esse tipo de conhecimento, apontando novos desafios para as pesquisas da área.

De acordo com a professora Claudia, a data science é a extração de padrões desses grandes volumes de dados e vem sendo aplicada de inúmeras formas.

Em Chicago, por exemplo, cada cidadão é convidado a trazer informação a novas ferramentas para contribuir para uma cidade melhor. Com os dados da população, a municipalidade é capaz de saber onde há maior incidência de ratos, focalizando políticas de erradicação para essas áreas.

A relação entre ciência urbana aplicada e informática é também ilustrada pelo trabalho de um centro de pesquisa da New York University. O CUSP (Center for Urban Science Progress) que utiliza o big data para lidar com questões energéticas, de edificações e transportes da cidade.

Além de fonte de dados para negócios – já que empresas também têm se utilizado desses dados – Claudia mostra a disponibilização de informações públicas como o site ukdataservice.ac.uk, onde dados sociais e minicursos podem ser acessados por todos.

Medicina e redes sociais também andam juntas em projetos. O www.patientslikeme.com integra pessoas com as mesmas doenças. Além de ajudar nas histórias de vida de cada um, as informações de saúde doadas pelos pacientes vão para um banco de dados a ser utilizado por cientistas na descoberta de padrões e novas descobertas científicas.

Mariana Castro Alves é jornalista e bolsista Fapesp para divulgação do CEPID Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais


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